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Mostrando postagens de Novembro, 2011

Sobre nosso comportamento na internet

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A internet parece um mundo à parte. Mas só parece. 
Dias atrás, um assunto polêmico tomou conta dos principais portais, blogs e redes sociais. Com repercussão mundial, no dia 28 de outubro de 2011, o ex-presidente Lula foi submetido a exames no hospital mais chique do país: o Sírio-Libanês, de São Paulo. No dia seguinte, anunciava-se o resultado da biópsia com o diagnóstico: Câncer. 
Antes que o leitor se precipite...não. A ideia deste texto não é imprimir uma aura mítica à figura do ex-presidente. A proposta aqui é refletir sobre Valores. Sua pertinência no mundo real e, portanto, no virtual. Pois bem. 
Imediatamente após a divulgação da doença, começaram as manifestações nas redes sociais sobre o câncer de Lula. No Twiter, a hashtag (#) “#ForçaLula” ocupou os primeiros lugares entre os tópicos mais comentados, por algumas horas. Em paralelo, porém, começou um movimento daqueles que faziam chacota com o ex-presidente: o “#LulanoSUS”. Por três dias esteve entre as mais populares. Iro…

A dura vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico - Eliane Brum

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A parábola do taxista e a intolerância. Reflexão a partir de uma conversa no trânsito de São Paulo. A expansão da fé evangélica está mudando “o homem cordial”?
O diálogo aconteceu entre uma jornalista e um taxista na última sexta-feira. Ela entrou no táxi do ponto do Shopping Villa Lobos, em São Paulo, por volta das 19h30. Como estava escuro demais para ler o jornal, como ela sempre faz, puxou conversa com o motorista de táxi, como ela nunca faz. Falaram do trânsito (inevitável em São Paulo) que, naquela sexta-feira chuvosa e às vésperas de um feriadão, contra todos os prognósticos, estava bom. Depois, outro taxista emparelhou o carro na Pedroso de Moraes para pedir um “Bom Ar” emprestado ao colega, porque tinha carregado um passageiro “com cheiro de jaula”. Continuaram, e ela comentou que trabalharia no feriado. Ele perguntou o que ela fazia. “Sou jornalista”, ela disse. E ele: “Eu quero muito melhorar o meu português. Estudei, mas escrevo tudo errado”. Ele era jovem, menos de 30 ano…

UPP + UPD = UTERERÊ

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Sem desculpas

Estou migrando meus livros para o sistema eletrônico (ebooks). Busquei informações e disseram que eu mesmo poderia fazer, mas diante do primeiro “tutorial” desisti. É preciso ter uma lesão mental para conviver com tutoriais. Procurei então várias alternativas de fornecedores para realizar o trabalho e fui soterrado por toneladas de “veja bem”, “pode ser”, “talvez”... De cada lado uma informação diferente, sem contar os irritantes “ah, mas é tão fácil!”. Pedi orçamentos, recebi loucuras. Sem contar as ameaças do tipo “olha, se não fizer assim e assado você será pirateado, sucateado, incompatibilizado”.
Seis meses depois eu estava no mesmo ponto zero.
Parti para o plano B: fornecedores de fora do Brasil. Num blog dos Estados Unidos encontrei dicas, mandei um email para o primeiro indicado e recebi em algumas horas uma resposta: “não posso fazer por ser em português, mas conheço quem faz”. Em minutos eu estava em contato com o fornecedor, que respondeu com uma praticidade chocante: dá p…

Os estudantes da USP - André Camargo

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O problema na USP não tem nada a ver com a discussão sobre o uso de drogas. Nem sequer termina na questão da manutenção ou não do convênio com a PM. É uma insatisfação política que vem se acumulando desde que, quebrando uma tradição de décadas, o Serra nomeou o Rodas como reitor, desconsiderando o pouco de democracia que ainda existe no sistema. Ele não foi vencedor da lista tríplice, apontada pela comunidade uspiana para ocupar o cargo. O Rodas vem praticando irregularidades e colecionando desafetos por onde passa. De diretor, passou a persona non grata da Faculdade de Direito (São Francisco). Tudo leva a crer que funciona como parceiro estratégico no projeto do governo estadual tucano.
A verdadeira motivação das manifestações, portanto, ao contrário da versão habilmente criada pela mídia e prontamente adotada pela opinião pública, é a insatisfação quanto à mordaça anti-democrática e o endurecimento autoritário na USP. A presença da PM, vendida como necessidade de segurança, vem se …

Mulheres mandonas. Por que os homens gostam tanto delas? - Ivan Martins

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Conheço um cara que morre de medo da namorada. Ele não pega carona com mulher, não almoça sozinho com mulher, não fica de papo com mulher em público. “Vai que alguma amiga da Fulana passa e conta pra ela...” Entre as amigas e amigos, A Fulana virou uma instituição.
Uma vez, ele estava entrando no cinema com ela quando deram de cara com uma ex, que saia da sala. Sabedor da fera que tem em casa, meu conhecido fez um mínimo movimento com a cabeça, esboçou um terço de um sorriso e cumprimentou: “Oi Paula”. Foi o que bastou. Assim que a ex virou as costas, A Fulana saltou sobre ele, possessa: “Oi Paula? Oi Paula? Você pensa que eu sou idiota? Acha que eu não percebi?”...
Como o sujeito é bonito e as mulheres perceberam que ele está acuado, virou alvo das provocações femininas. É convidado a torto e a direito para sair, jantar, beber, dar e receber carona... Ofertas que ele recusa ou ignora, com a cara conformada de quem virou alvo das piadas do bando. Quando se queixa, não é da namorada, …

A arte da mídia em deturpar movimentos sociais

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Se as famílias se omitem, a escola precisa agir - Luis Carlos de Menezes

Estudantes desamparados serão duplamente vitimados ou marginalizados se não receberem uma atenção especial dos educadores
Em minhas visitas a escolas e pelos comentários de leitores da coluna, observo um comentário recorrente: como é difícil trabalhar com alunos que ignoram os professores, se recusam a realizar atividades individuais e coletivas e se divertem em grupos de provocação, agredindo colegas e impossibilitando as aulas, além de outros com a autoestima tão baixa que rejeitam tarefas, achando que não aprenderão mesmo. Os alunos, segundo esses educadores, não teriam recebido a Educação que se espera de casa, deixando seus mestres em situação insustentável. Não é um tema fácil, mas decidi refletir sobre ele porque se trata de uma questão de grande importância. 
Em escolas privadas ou públicas, sobretudo a partir da última etapa do Ensino Fundamental, tenho visto professores sem alternativa senão retirar de classe quem impede o trabalho dos outros. Solução imediatista, mas frustr…

PJM Fortaleza: Oração Inicial de um Encontro de 2009

O relato abaixo vi hoje no facebook da Fernanda Frota, ex-aluna minha e pejoteira na raça, lá em Fortaleza. Que emoção conhecer esse texto...quantos frutos percebidos. Obrigado, Senhor! --------------------- PJM - 4/11/2009
Hoje na PJM, vamos refletir um pouco sobre a nossa passagem na PJM, refletir os nossos atos, nossos pensamentos, nossa forma de agir, e também o ser Marista, mais ainda, o ser Pejoteiro.
A jornada da PJM Fortaleza foi cheia de obstáculos, cheia de desafios, mas como todo bom Pejoteiro, não desistimos nunca, não desistimos do nosso sonho em comum, em continuar em grupo de jovens. Porque a PJM é a essência da missão Marista, é o verdadeiro ideal Marista, porque aqui nós tornamos Jesus Cristo conhecido e amado e fazemos bons cristãos e virtuosos cidadãos, e todos nós já alcançamos isso aqui.
Por isso que quem é Pejoteiro, absorveu o carisma Marista mais do que qualquer um que já passou pelo Marista, mesmo tendo estudado um ano no Marista ou até mesmo nem ter estudado no Ma…

Educação, Inteligência e Sabedoria

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O mundo não precisa de pessoas mais inteligentes - André Camargo
Existem muitos equívocos no modelo pedagógico predominante. Depois de uma ressalva necessária, vou examinar um ponto que me parece crucial. 
A ressalva é de cunho social: no Brasil temos escola de rico e escola de pobre. A primeira serve para produzir ricos, enquanto a segunda serve para produzir pobres. Este estado de coisas reflete a desigualdade social no país e a aprofunda. Quanto mais ricos se tornam os poucos mais ricos, maior o contingente de pobres e miseráveis necessários para sustenta-los.
Eis a ressalva. A meu ver, toda reflexão sobre Educação no Brasil precisa partir daí; não levar em conta esta lógica subjacente tende à alienação ideológica ou ao artificialismo estéril. À parte umas poucas exceções, são tamanhas as diferenças entre as escolas dos ricos e as escolas dos pobres, que parece impossível tratar o conjunto como uma coisa só. A esse respeito, recomendo o documentário Pro mundo nascer feliz, que expõe a…

Eu, o SUS, a ironia e o mau gosto - Nina Crintzs

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Há seis anos eu tive uma dor no olho. Só que a dor no olho era, na verdade, no nervo ótico, que faz parte do sistema nervoso. O meu nervo ótico estava inflamado, e era uma inflamação característica de um processo desmielinizante. Mais tarde eu descobri que a mielina é uma camada de gordura que envolve as células nervosas e que é responsável por passar os estímulos elétricos de uma célula para a outra. Eu descobri também que esta inflamação era causada pelo meu próprio sistema imunológico que, inexplicavelmente, passou a identificar a mielina como um corpo estranho e começou a atacá-la. Em poucas palavras: eu descobri, em detalhes, como se dá uma doença-auto imune no sistema nervoso central. Esta, específica, chama-se Esclerose Múltipla. É o que eu tenho. Há seis anos.
Os médicos sabem tudo sobre o coração e quase nada sobre o cérebro – na minha humilde opinião. Ninguém sabe dizer porque a Esclerose Múltipla se manifesta. Não é uma doença genética. Não tem a ver com estilo de vida, hábi…

Lula no SUS: “pinto no lixo”, “parar de tomar os seus goles”, “abuso da fala, tabagismo, alcoolismo”. Uma síntese dos ressentimentos da mídia herdeira da Casa-Grande

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Efeitos da pregação midiática - Mino Carta
No princípio era e é a mídia. A primazia vem de longe, mas se acentua com o efeito combinado de avanço tecnológico e furor reacionário. De início a serviço do poder até confundir-se com o próprio, um poder ainda medieval de muitos pontos de vista, na concepção e nos objetivos.
Ao invocar o golpe de Estado de 1964, os editorialões receitavam o antídoto contra a marcha da subversão, obra de pura fantasia, embora os capitães do mato, perdão, o Exército de ocupação estivesse armado até os dentes. Marcha da subversão nunca houve, sequer chegou a Revolução Francesa. Em compensação tivemos a Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade.
Há tempo largo a mídia cuida de excitar os herdeiros da Casa-Grande ao sabor de pavores arcaicos agitados por instrumentos cada vez mais sofisticados, enquanto serve à plateia, senzala inclusive instalada no balcão, a péssima educação do Big Brother e Companhia. Nem todos os herdeiros se reconhecem como tais, amiúde por…

Como atender bem em qualquer situação

O problema nosso - Luciano Pires Não é problema meu.
Comecei uma campanha no Google Adwords, o sistema de anúncios de produtos e serviços do Google e fui contatado por uma representante que me ajudou a afinar algumas coisas para que a campanha tivesse maior retorno. Muito gentil ao telefone, teve paciência para esperar meu Speedy valvulado e responder a todas as questões. Ao final pediu que eu ficasse na linha para responder uma pesquisa sobre a qualidade do atendimento. Nunca faço isso, pois geralmente são gravações demoradas com uma conversa mole que nunca entra no cerne da questão do atendimento. Mas como era o Google eu decidi esperar pra ver. Foi uma pesquisa simples e rápida que, ao final, trouxe três perguntas relacionadas à pessoa que me atendeu. A última pergunta me chamou a atenção:
“O representante assumiu a responsabilidade pela resolução do seu problema?”
Imediatamente me lembrei de como foi o telefonema que fiz ao Google Adwords. Logo que montei a campanha no site do Google …

Palavras como Imagem

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Ji Lee, um coreano criado em São Paulo, já trabalhou na MTV e Google. Agora mora em Nova York e trabalha no Facebook. Um dia, olhou para o dicionário e pensou o seguinte: além do significado, as palavras são obras de arte que falam por si mesmas.
Há vinte anos, começou desenhar esses novos significados que deram no livro“Word as Image”, lançado no mês de Outubro pela Perigee Books, uma divisão da editora Penguin. (Marcelo Tas)
Minhas preferidas: Vampire, Eclipse, Condon. (J. Braga) ------------------- Na raça e na paz Dele, J. Braga.

Lançado concurso para letra do hino da Campanha da Fraternidade de 2013

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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está lançando o concurso para a letra do hino da Campanha da Fraternidade de 2013. O hino será escolhido em duas etapas: na primeira, será feita a escolha da letra, com prazo de entrega das composições até dia 11 de dezembro de 2011; na segunda etapa, será feito o concurso para a música, até março de 2012.
A Campanha da Fraternidade de 2013 tem como tema: “Fraternidade e juventude”, e o lema: “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8).
“A CNBB solicita a colaboração de todos os poetas para a criação de um texto belo e profundo, que reflita a realidade da juventude, sua espiritualidade, seus anseios, suas lutas e esperanças”, salientou o assessor da CNBB para a Música Litúrgica, padre José Carlos Sala.
O Objetivo Geral da CF 2013 diz que “refletir sobre a realidade das juventudes no contexto da atual cultura midiática, para compreender seu impacto na vida dos jovens à luz do evangelho, acolhendo-os como sujeitos e, com eles, construir relações e e…

Quer morar comigo? - Ivan Martins

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Talvez seja coincidência, mas parte dos meus amigos, jovens e não tão jovens, anda às voltas, neste momento, com uma velha pergunta: será hora de juntar as roupas, rachar as despesas e começar a Fase 2 da vida de casal?
Os motivos que levam ao movimento de unificação dos endereços são conhecidos. As pessoas descobrem, num dado momento, que passam mais tempos juntas do que separadas. Os pertences de cada um se movem, de uma casa para outra, em mochilas, sacolas, bolsas. É um saco. Gavetas que antes guardavam apenas cuecas ou apenas calcinhas transformam-se numa zona mista e conturbada. Objetos começam a sumir na confusão: meias, relógios, sandálias. A noite de domingo, quando tradicionalmente se faz a separação dos corpos, torna-se penosa, por motivos emocionais e práticos: quem quer fazer mala e levar tudo o que faz falta em casa? Quem quer dormir sem conchinha?
Uma alma romântica pode reclamar que estou reduzindo uma grande decisão afetiva a um punhado de questões cotidianas, mas não é…

Lula no SUS: quem merece respeito?

Guia de boas maneiras na política. E no jornalismo - Maria Inês Nassif
A cultura de tentar ganhar no grito tem prevalecido sobre a boa educação e o senso de humanidade na política brasileira. E o alvo preferencial do “vale-tudo” é, em disparada, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por algo mais do que uma mera coincidência, nunca antes na história desse país um senador havia ameaçado bater no presidente da República, na tribuna do Legislativo. Nunca se tratou tão desrespeitosamente um chefe de governo. Nunca questionou-se tanto o merecimento de um presidente – e Lula, além de eleito duas vezes pelo voto direto e secreto, foi o único a terminar o mandato com popularidade maior do que quando o iniciou.
A obsessão da elite brasileira em tentar desqualificar Lula é quase patológica. E a compulsão por tentar aproveitar todos os momentos, inclusive dos mais dramáticos do ponto de vista pessoal, para fragilizá-lo, constrange quem tem um mínimo de bom senso. A campanha que se espalhou na…

Dia de Finados não é evento!

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Até a morte virou evento - Ir. Murad
Veja esta notícia publicada pela Folha de São Paulo no dia 02 de novembro:

Finados tem pula-pula e sorteio de panela

Brinquedos para crianças, sorteio de brindes, música e apresentação de balé e circo são algumas das atrações dos cemitérios hoje no Dia de Finados. A ideia é entreter o público para tornar a data mais agradável e menos triste.
No Parque Hortolândia, em Campinas, as crianças terão pula-pula, cama elástica e oficina de pipas. Para os adultos, chuva de pétalas de rosa e exame de pressão arterial. O Primaveras, em Guarulhos (Grande SP), terá sorteios de panelas e cafeteiras. À tarde, bailarinas se exibem presas às cordas de um balão, no espetáculo "Mulheres do Sol". Para as crianças, psicólogas contarão histórias para ensiná-las a trabalhar com o luto. São esperadas cerca de 50 mil pessoas. Em SP, o Gethsêmani, no Morumbi (zona oeste) terá violinistas pela primeira vez. Cinco cemitérios na capital e na Grande SP darão ecobags de ga…