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O dia em que quase liderei uma (micro) revolução

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De casa pro trabalho são uns 3 Km. Dez minutos. É perto. Indo, sempre passo por uma ruazinha estreita, por dentro de um bairro que atravesso, até o colégio. Nem é um atalho, é o caminho lógico. O mais "reto". No horário do rush, seis e pouca, evito passar por lá porque os moradores estacionam no meio fio e, apesar de mão dupla, quando tem carro estacionado, a rua não tem largura pra o fluxo indo e voltando. E ninguém resolve. Coisas do trânsito soteropolitano. 
Essa semana voltei, fim de tarde, pela dita ruazinha. Até chegar à metade dela (justamente quando já não dá pra fazer manobra desistindo da rota) ia tudo bem. Mas já havia três carros estacionados, obrigando a mão dupla se alternar em mão única em trechos já apertados. Pois bem. Depois de um Toyota Corolla prata, que ia na minha frente, dirigido por uma jovem senhora bem maquiada, passei o primeiro trecho e aguardava a vez, no segundo aperto de mão única. Só que havia um impasse: um morador aguardava portão abrir pra…

Reinaldo Azevedo humilha Moro

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Moro escorrega e admite que sentença contra Lula não tem como base a denúncia do MPF Pois é... Eu havia escrito aqui e dito na Rede TV e na Band News FM que o juiz não havia estabelecido o nexo entre os contratos citados pelos procuradores e o tríplex. E fui xingado pelo idiotas que não leram nada!Por: Reinaldo Azevedo Publicada: 19/07/2017 - 7:33
O país anda tão atrapalhado, e de tal sorte os vigaristas estão presentes ao debate que até a imprensa séria se mostra absurdamente incapaz de separar o principal do acessório. Se a notícia trouxer, de substancial, o alho e, de ornamento, o bugalho, não duvidem: o bugalho vai parar no título. É um troço assombroso. O problema é o leitor, internauta, ouvinte ou telespectador ser surpreendido, mais adiante, por uma decisão da Justiça que, embora lógica, há de lhe parecer absurda. O juiz Sérgio Moro, na resposta aos embargos de declaração interpostos pela defesa de Lula, deu uma escorregada feia, como sabem todos os operadores do direito que aten…

Liberdade de Expressão x Discurso de Ódio - por Moysés Pinto Neto

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Existe uma confusão intencional nos discursos de ódio em torno à liberdade de expressão. Ontem teve defensor do Bolsonaro veio aqui e disse: "eu tenho o direito de ter minha opinião". E a resposta a isso é: sim, você tem esse direito mesmo.
Aqui há uma confusão básica entre o que pode ser enunciado e o que vale a pena ser enunciado. Por exemplo, você tem o direito de acreditar que a Terra é plana ou que 2 + 2 = 5? Tem. Se alguém quiser escrever na Folha que 2 + 2 = 5 isso é proibido? Não. No entanto, vale a pena escrever isso? Alguém acha que é produtivo acreditar que a Terra é plana, mesmo que saibamos com milhares de evidências que essa é uma afirmação falsa? Você acha que quem refuta seu artigo dizendo que 2 + 2 = 4 está o censurando? Então aqui o sujeito que defende discurso de ódio -- por exemplo, é preciso negar direitos civis iguais a gays e lésbicas -- está confundindo duas dimensões: a liberdade de pensamento é absoluta, mas na medida em que ela passa à expressão en…

Como assim, escola sem ideologia? - Marcelo Rubens Paiva

A escola sem um professor de história de esquerda é como uma escola sem pátio, sem recreio, sem livros, sem lanchonete, sem ideias. É como um professor de educação física sem uma quadra de esportes, ou uma quadra sem redes, ou crianças sem bola."
O professor de história tem que ser de esquerda. E barbudo. Tem que contestar os regimes, o sistema, sugerir o novo, o diferente. Tem que expor injustiças sociais, procurar a indignação dos seus alunos, extrair a bondade humana, o altruísmo.
Como abordar o absolutismo, a escravidão, o colonialismo, a Revolução Industrial, os levantes operários do começo do século passado, Hitler e Mussolini, as grandes guerras, a guerra fria, o liberalismo econômico, sem uma visão de esquerda?
A minha do colegial era a Zilda, inesquecível, que dava textos de Marx Webber, do mundo segmentado do trabalho. Ela era sarcástica com a disparidade econômica e a concentração de renda do Brasil. Das quais nossas famílias, da elite paulistana, eram produtoras.
Em …

TODOS EDUCAM. A ESCOLA TAMBÉM - Elika Takimoto

Se tem uma coisa que me tira do sério é ouvir professor dizendo “A família educa. A escola ensina.”
Primeiramente (fora, Temer), o que esse professor entende por “ensinar”?
Se for o ato de passar informações para que o aluno faça aquela prova que ele aplica há anos, saiba que suas aulas, professor, estão – em bem melhor qualidade – disponíveis em vários canais do Youtube. No mais, informação por informação temos hoje o que quisermos na web. Como, professor-que-não-educa-e-só-ensina, você justifica para o seu aluno a necessidade de assistir as suas aulas? Se não fossem obrigados, quantos estariam presentes?
Mas, se “ensinar” significar, a la Paulo Freire, criar as possibilidades para a produção ou a construção de um conhecimento, então, isso é Educar. E vale dizer que todos nós nos educamos diariamente. Somos educados quando vemos uma pessoa fazendo uma caridade, quando sentimos o valor de uma abraço, quando observamos uma criança dividindo a merenda com a outra, quando vemos uma incl…

Bença, vó.

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Desde criança, quando descobri que as pessoas boas iam pro céu, a senhora sempre era a primeira da minha lista imaginária das que tinha certeza que iam pra lá. Não sei por que, quando pensava nisso (num átimo de tempo) via Deus sorrindo, cabelão e barba branca, recebendo a senhora de braços abertos. Imaginação de uma criança que não abstraía muito a falta que a senhora faria, mas que conseguia materializar a alegria desse encontro.
Como vai ser nosso Natal daqui pra frente, vó? Onde vamos nos encontrar em família? Vai cada um pro seu canto, agora? E os primos?Quando e como vai ser sem sua presença abraçando todos, ovelhas católicas e evangélicas da família? Cheirando a nossa cabeça e mandando a gente ir tomar banho? Tacando mais comida no prato chegando pelas costas de surpresa na gente...(- Tá bom, vó! Não quero mais!  - Quer sim, tá muito amarelo, meu fí). Saindo da sua cama e indo dormir na rede da sala pra seus filhos, filhas, genros e noras dormirem com um pouco mais de conforto?…

Emili Turú: “La escuela católica tiene más actualidad que nunca”

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“Construir un mundo a su altura”. Ese es el sueño de Emili Turú, superior general del Instituto de los Hermanos Maristas. Y que ese mundo sea construido entre todos. El hermano catalán repasa la actualidad eclesial y de su instituto sin pasar por alto la escuela católica, a la que considera más actual que nunca. Turú hace hincapié en que los jóvenes de hoy siguen teniendo sed de espiritualidad, y esto es “una puerta de entrada excelente para acompañar a los jóvenes en su crecimiento integral”.
PREGUNTA.- En una sociedad cada vez más secularizada, ¿tiene más sentido hoy si cabe la escuela católica?
RESPUESTA.- Creo que la escuela católica, una escuela que quiere educar en valores y para la vida, tiene más actualidad que nunca. Hay que pensar que, para muchos niños y jóvenes, la escuela católica va a ser su único contacto con la Iglesia. De ahí la importancia de que sea una experiencia positiva y que les abra a la posibilidad de otros contactos posteriores, en vez de “vacunarles” contr…