Postagens

Mostrando postagens de Abril, 2012

Quando é melhor receber o Distintivo Marista?

Imagem
Sinceramente? Não faz diferença. 
Administrar a ansiedade das crianças para receber logo o cordãozinho com as Violetas é que talvez seja difícil para os pais. Afinal de contas, isso implica admitir que, se houver demora, o filho se frustre. “- Frustrar-se? Meu filho? De jeito nenhum! E a autoestima dele?” 
Para alguns pais, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Acontece que desde muito cedo as crianças descobrem o que querem. São impulsivas e só pensam no agora. De fato, o “hoje” ainda é o único parâmetro cronológico de suas vidas. Educar passa, então, pelo trabalhoso ofício de contrariar. Ensinar a esperar. Apenas com o tempo é que elas aprenderão a pensar no contexto todo e não só em si. O natural implicado nesse aprendizado é que as crianças sofram. Sim, sofram. E os pais não podem se deixar afetar por isso, sabe por quê? A psicóloga Rosely Sayão nos ajuda a responder: “Porque aprender a superar uma frustração, a desenvolver estratégias para sobreviver a uma…

Escolas Católicas, crise e oportunidade

Imagem
- O Marista é um colégio diferenciado! 
Dito assim, de sopetão, soa arrogante, não é?! Afinal, que colégio tão católico é esse que não demonstra humildade? É bom provocar uma releitura dessa ideia. Humildade vem de “húmus”, do latim “filho da terra”. Além da percepção de não se presumir melhor que ninguém, a humildade tem a ver com exercer o autoconhecimento. Caracteriza a profunda compreensão de uma “identidade”: origens, princípios, valores, sonhos, virtudes e, claro, limites. 
O humilde sabe quem é e o que quer da vida. Aprendeu a conviver com frustrações e a se esforçar até a última gota de suor naquilo que lhe faz sentido. Por isso é capaz de fazer a diferença! 
Para que a gente entenda isso melhor, façamos um pequeno relato histórico. 
Durante boa parte do século XX as escolas católicas acolheram 80% dos estudantes matriculados no 2º grau, que hoje chamamos Ensino Médio. Movidas por uma forte pulsão de tradição, as famílias se mantinham, geração após geração, na mesma escola. S…

Cartinha de amor moderna

Imagem

Especialista explica por que os alunos não gostam da escola

Imagem
Crianças podem se lembrar de detalhes do cenário de um jogo de videogame que conheceram no fim de semana, mas não saber do que tratava a aula a que acabaram de assistir no colégio. No livro “Por que os alunos não gostam da escola?” (Editora Campus), o cientista cognitivo americano Daniel T. Willingham dá a resposta: o aprendizado tem de ser uma experiência mais envolvente. 
Willingham, que é professor de Psicologia na Universidade de Virgínia, ressalta que o processo de aprendizado precisa de mais significado. Na prática, contexto, historinhas, brincadeiras, emoção. Veja o que ele tem a ensinar. 
Como estudante, o senhor gostava da escola? Em geral, não gostava muito. Não era um estudante motivado. As coisas começaram a mudar no terceiro ano do ensino médio. Foi quando descobri a psicologia e fiquei muito entusiasmado para estudar o assunto. 
O senhor escreveu que o cérebro não foi concebido para pensar. Por quê? Pensar é um processo lento, cansativo e incerto. Pense em resolver um pro…

Diário de um líder

- Eu sou um líder!
Dito assim, na lata, parece arrogante, não é? Afinal, quem é esse sujeito que está “se achando”? Costumo dizer que “a ocasião faz o líder”. A questão da liderança não está restrita ao mundo dos negócios, às forças armadas, ao time de futebol ou a outros empreendimentos que exigem que alguém comande alguém. Aliás, a coisa começa aí: “comandar” tem muito pouco a ver com “liderar”. “Influenciar” é o termo ideal.
Liderança é atributo natural. Mesmo que você passe a vida toda como um humilde empregado recebendo ordens do chefe, talvez um dia você se case e constitua família, e então se verá sendo o líder de sua família, de seus filhos. Promovendo uma festinha de aniversário, arrecadando dinheiro para as vítimas da enchente, organizando um bolão ou uma rifa, convidando a turma para ir pra balada ou simplesmente para jogar uma pelada no sábado pela manhã, todos esses momentos exigem alguém para exercer a função de liderança.
Algumas pessoas dão a impressão de que nascem …

Libertadores ou Carioca?

Imagem

A primeira Páscoa da minha vida

Não me lembrava. Essa semana fui atrás de confirmar informações para fazer este texto, sobre Páscoa. Pensei que já tivesse escrito sobre o 25 de março de 1997, o dia divisor de águas da minha vida, que tem a ver com a essência da experiência pascal de qualquer pessoa: Deus me ama. E me ama incondicionalmente. Não. Nunca havia escrito linha sobre isso, pelo menos de maneira sistemática. Até pensava que tal data era uma quinta-feira de Quaresma. Não era, era terça, e Terça-feira Santa. Me arrepiei.

O texto mudou. Minha limitada memória se havia precipitado. O que pensava ser a primeira páscoa, agora é, em verdade, a segunda. E sabe que faz mais sentido?!

Vinte-cinco-de-março-de-mil-novecentos-e-noventa-e-sete é, ao lado do nascimento do meu filho e do meu casamento, um dia com nome próprio, verdadeiro substantivo. Quando me lembro dele, surgem em mim sensações, vibrações e emoções das mais impactantes. Conecto-me a um cenário de encanto, profusão de amor, de sentir-me amado e - ao mesmo…

A educação na Finlândia, 1o lugar no PISA

Os segredos da Finlândia
Os motivos que levam a educação do país a ser uma das mais reconhecidas do mundo. E os problemas que a aproximam de outras nações 
Beatriz Rey, de Helsinque*
"Não!", interrompeu Alfons Tallgreen, 13 anos, ao ouvir que o finlandês, sua língua materna, tinha raízes semelhantes às da língua russa. "O estoniano, o húngaro e o finlandês são línguas correlatas. Aconteceu assim: primeiro, o finlandês começou a ser usado no sul da Finlândia e, aos poucos, foi ganhando o norte do país", conta o menino ruivo, aluno da 7ª série da Itäkeskus, em Helsinque, capital da Finlândia. Apesar de já conhecer a história de sua língua, Alfons quer, no futuro, estudar as propriedades de plantas e micro-organismos. Pausadamente, explica que sua vontade inicial era ser dentista - a mãe o demoveu da ideia. Porém, já estava interessado em biologia nessa época. "Estava pesquisando a floresta aqui do lado da escola. Mas infelizmente as árvores serão cortadas para a …

Demóstenes, o "ético" (segundo a Veja)

Imagem
O caso Demóstenes Torres e as raposas no galinheiro Por Maria Inês Nassif, na Carta Maior
O rumoroso caso Demóstenes Torres (DEM-GO) não é apenas mais um caso de corrupção denunciado pelo Ministério Público. É uma chance única de reavaliar o que foi a política brasileira na última década, e de como ela – venal, hipócrita e manipuladora – foi viabilizada por um estilo de cobertura política irresponsável, manipuladora e, em alguns casos, venal. E hipócrita também.
Teoricamente, todos os jornais e jornalistas sabiam quem foram os arautos da moralidade por eles eleitos nos últimos anos: representantes da política tradicional, que fizeram suas carreiras políticas à base de dominação da política local, que ocuparam cargos de governos passados sem nenhuma honra, que construíram seus impérios políticos e suas riquezas pessoais com favores de Estado, que estabeleceram relações profícuas e férteis com setores do empresariado com interesses diretos em assuntos de governo.
Foram políticos com esse…

Feliz Páscoa?

Imagem
Ahn?