Deus é uma pessoa

Deus é uma pessoa. Essa é a grande revelação do Evangelho. Ser pessoa significa ter: consciência, autoconsciência, pensamento, razão, racionalidade, sentimento, emoção, determinação, vontade, volição. Jesus assumiu toda essa condição. É uma pessoa. A gente se relaciona com uma pessoa.

Deus não é uma ideia, uma energia, uma força, uma luz. Não é "o amor", é uma pessoa que ama, uma pessoa toda amorosa. É uma pessoa poderosa, mas não é "um poder", é uma pessoa.

Qual foi a última vez que você falou com essa pessoa? E o que foi que ela falou? Quando seu estado emocional mudou por causa dessa pessoa? Estava com medo e foi inundado de paz? Indiferente e teve compaixão? Estava magoado, ressentido, vingativo e passou a desejar o bem, desejou até abençoar...

Por exemplo, qual a última coisa que sua esposa lhe pediu hoje de manhã? O que você já fez por causa dela, ou deixou de fazer por causa dela? Ou não queria fazer e fez mesmo assim. Você leva em consideração sua esposa se tiver que sair, que horas vai chegar, com quem vai estar? Já deixou de fazer algo porque sabia que isso poderia machucar muito sua esposa? Ou você não leva muito em consideração sua esposa nas suas decisões?

Não é à toa que a revelação cristã sempre destaca a relação de afeto que existe entre Deus e seu povo. Evoca uma intimidade no nível de um casamento. E o que é um casamento? Uma união de afeto, intimidade, profundidade, intercâmbio de sentimentos, pensamentos, vontades, renúncias, sacrifícios, prazeres, alegrias, contentamentos, planejamentos, parceria, comunhão, cumplicidade, mágoas profundas, reconciliações maravilhosas, júbilo, silêncios, entregas, diálogo.

Se você não se relaciona com Deus assim, é porque você ainda não captou a revelação fundamental na mensagem do nazareno: Deus é uma pessoa. E se você O aceita, decide-se por essa relação de afeto com ela.

Na raça e na paz d'Ele,
J. Braga. 

* Inspirado em Ed René Kivitz.

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